sábado, 18 de setembro de 2010
Festa no apê!
Não aguento mais! Vou voltar pra casa da mamãe!
Parece papo de separação mas não é. Na verdade a Adriana vem junto comigo. O que eu, aliás, nós não aguentávamos mais era pagar aluguel e com a ajuda do "Minha Casa, Minha Vida" conseguimos deixar essa fase para tras.
Depois do susto de ver que o subsídio do governo não seria aquele previsto na imobiliária e que a mordida no meu FGTS seria mais do que eu esperava, finalmente fomos chamados para assinar o contrato do financiamento e da construtora. Mas não sem antes levar mais um susto, com mais um reajuste de valores.
Agora é esperar até outubro de 2011 para as obras serem concluídas e pegar as chaves do meu "lar doce lar", que inclusive tem vista para as montanhas e a cachoeira do Piraí!
Até lá fico por aqui, na casa do papai e da mamãe, fazendo planos - e contas - para o apartamento. O Latino que me perdoe, e meus amigos que me perdoem por fazer menção ao Latino no meu blog, mas em breve a festa vai ser no MEU APÊ!
Se o lar de um homem é seu castelo, o meu já está sendo construído!
domingo, 16 de maio de 2010
Final de semana...
Final de semana feliz, saindo de uma conjuntivite que me deixou em casa a semana inteira. No sábado, passeio, compras e almoço fora com a patroa (comprei mais alguns exemplares pra minha coleção de DVDs). No domingo, um passeio com a família toda, um almoço numa festa de igreja.
Família me traz segurança, aquela sensação de que tudo vai ficar bem, não importa o que o futuro traga. Minha esposa é minha companheira, amiga, minha parceira. Aquela que está sempre ao meu lado, dando ou pedindo colinho. E meus pais são meus exemplos de luta e vitória, e de amor pela família.
sábado, 15 de maio de 2010
MONTE CRISTA, 1º DE MAIO DE 2010
Sábado, 1º de maio, feriadão de sol, céu azul e um agradável friozinho de outono. Quase um ano depois da última vez que subi o Monte Crista, esta parecia a oportunidade ideal para voltar lá. Como a idéia veio meio em cima da hora, na sexta à noite – depois que a patroa falou que teria que trabalhar no feriado – optei por fazer um simples bate-volta, sem o peso do equipamento completo para acampar. Também pensei que assim poderia ir mais longe, talvez até as proximidades da antena, aos 1525 m. Ledo engano.
Os maus presságios vieram logo no começo. A ponte estava em reforma, tinha apenas uma trilhazinha de duas tábuas e ainda estava com uma leve inclinação. Faltaram os fanáticos religiosos pra me sentir no final de “Caçadores da Arca Perdida”. Depois de vencer este obstáculo, na travessia do pasto, dou de cara com um bloqueio bovino que subitamente me encarou como se eu fosse um inimigo a ser batido. Não é de hoje que eu tenho problemas com vacas, já fui posto pra correr em uma ocasião no Jurapê, com direito a um salto acrobático em uma cerca.
Depois de desviar os terríveis animais, segui com minha caminhada pela trilha. E assim como na vez passada, em junho de 2009, não foi fácil arrastar morro acima esse pobre corpo, castigado por anos de pizzas e chocolate, além da ociosidade de quem trabalha 10 horas diárias em frente a um computador e repousa no sofá em frente à TV, assistindo a episódios antigos do Pica Pau (marche!)
Mesmo tratando-se de um bate-volta, diferente da investida anterior, quando fui para acampar, novamente foi evidenciada minha falta de preparo, minha fraqueza, tanto física quanto psicológica.
E quando menciono a questão psicológica, refiro-me a uma situação que passei em 2009. Num trecho próximo do cume da montanha, saindo do trecho de mata fechada para alcançar os campos de altitude, já exausto, fui acometido por um forte desânimo, frente ao meu baixo rendimento. Uma terrível vontade de chorar feito uma menininha durante meia hora, fazer a voltar e correr para casa. Claro que a palavra ‘correr’ nesse caso é mera força de expressão.
Lembrei então de um acessório indispensável nas minhas pedaladas, e que estava na mochila para me fazer companhia durante a solitária noite na montanha: meu mp3 player! Subi o restante da montanha ao som de uma seleção de músicas que variava entre Mano Lima a Pink Floyd e Iron Maiden. Até guitarra imaginária eu toquei no caminho. Foi notável o efeito positivo que a música teve sobre meu rendimento na caminhada. Claro que não subi o resto do caminho correndo, mas o ânimo injetado pela música mandou o espírito da menininha embora e me ajudou a atingir meu objetivo. Inclusive no prazo que eu havia previsto, seis horas da travessia do rio Três Barras até o ponto que eu conheço como pedra cabeluda, ou cabeça do Robert Smith. Infelizmente a pedra foi escalpelada há certo tempo já, mas o nome continua.
E agora, nesta nova empreitada, mais uma vez a menininha chorona parecia querer se apossar da minha vontade e minar minhas forças. E desta vez não tinha a música pra me ajudar. Pra piorar, não me alimentei direito e assim fiquei fraco física e psicologicamente. Chegando ao platô próximo do ‘mapa’ e da entrada da antiga caverna, percebi que havia levado tempo demais neste trecho e não teria como seguir com o que havia planejado. Fiquei por ali mesmo, apreciando a paisagem, o som do vento e do rio correndo pelo vale em meio à mata fechada, os pássaros que cortavam o vento como aviões a jato e o calor do sol, que a essa altura já estava passando do limite do calorzinho agradável e ganhando status de calor infernal.
Como eu já havia chegado lá em cima debilitado, a descida não foi muito diferente. O detalhe fica por conta do pessoal que fazia uma espécie de sessão esotérica, na junção da “Saboneteira” com o “Caminho do Rio”. Formava um círculo, que eu atravessei sem muito constrangimento, e falavam sobre as boas energias emanadas pelo ‘Vigia’. Talvez se eu tivesse passado por ele, suas energias teriam espantado o espírito da “menininha chorona”.
No estacionamento, o socorro – meu pai – já me esperava. E assim terminou mais uma aventura no Monte Crista, seguida de uma nova promessa de mudança de hábitos para que na próxima vez eu não sofra tanto. Agora vou lavar a taça de vinho, guardar o que sobrou do cachorro quente, terminar com os últimos bombons e dormir.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Weinschützfamilienfest
Quando era criança, lembro de uma vez ter procurado meu sobrenome na lista telefônica para ver quantos Weinschütz encontraria lá. Só haviam dois, meu pai e meu tio. Tudo bem, era uma lista regional mesmo. Ainda assim, imaginava quantos mais haveria, além dos primos e avós que eu já conhecia.
Que fique claro que nunca tive qualquer problema com meu sobrenome. Sempre tive o maior orgulho dele e das minhas raízes germânicas, daí o interesse em procurar por outros parentes mais distantes.
Alguns anos atrás, menos de dez, resolvi fazer a mesma busca, mas desta vez usando uma ferramenta mais moderna: a internet. E lá encontrei alguns nomes espalhados pelo Brasil. Fiquei empolgado, até nome de rua encontrei com meu sobrenome!
Agora recentemente, tomei conhecimento de um certo Weinschütz que também resolveu buscar saber sobre nossos parentes. Ele, no entanto, foi além de pesquisas na internet e listas telefônicas. Aliás, foi muito além disso. Pesquisou a árvore genealógica da família, nosso brasão e nossas origens, tudo registrado em um livro que será lançado durante a primeira Weinschützfamilienfest! É isso mesmo, minha família vai ter até uma festa só dela! Blumenau que cuide bem de sua Oktober, hehehe.
Eu, que queria encontrar parentes em listas telefônicas ou na internet, vejo surgir a história da família, suas origens e caminhos percorridos através dos tempos. Resta agradecer ao Sr Wilson Weinschütz pelo empenho em seu grande trabalho de resgatar nossa história e prestigiar a festa que será com certeza a primeira de várias outras.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Equipamento ou talento?
Desconheço o autor desse texto e não localizei o original, então segue minha versão.
“O sujeito convida o amigo fotógrafo para jantar em sua casa. Na hora combinada, o fotógrafo chega à casa do amigo levando um álbum com seus trabalhos mais recentes, para mostrar ao anfitrião e sua esposa. Esta, após examinar as fotos, exclama:
- Nossa, são realmente belos trabalhos. Você deve ter uma câmera excelente!
O sujeito, com imperceptível resignação, agradece o comentário e logo seguem para a sala de jantar. A refeição é servida e após a sobremesa, o fotógrafo aproveita para tecer o seguinte elogio, em tom sarcástico:
- Minha senhora, o jantar estava sublime. Com certeza a senhora deve ter panelas excelentes!”
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
ALEXANDRE 0 X 2 SÃO PEDRO
Depois de ver meus planos de férias não darem em nada – ou em meia página de linhas rabiscadas – indo tudo literalmente por água abaixo, novamente São Pedro resolveu abrir a torneira e jogar um balde de água fria em mais uma empreitada minha. Já cansei, aliás, desses trocadilhos com água.
Desta vez, o destino era Blumenau e o motivo era o último dia de Oktoberfest. Planejava assistir ao desfile, com as pessoas todas vestidas com trajes típicos, apreciar a música alemã mesmo não sabendo dançar, degustar os pratos típicos como Eisbein (joelho de porco), Kassler (costeleta de porco) e, claro, o Apfelstrudel, que é doce e não é feito de porco, mas também é tradicional. Seria um belo domingo acompanhado de minha esposa, prestigiando uma festa típica da região que remetia aos meus antepassados germânicos.
Mas assim como na música da Dona Aranha, veio a chuva forte e me derrubou. Na verdade foram as previsões de tempo, tanto na TV como na internet, que me fizeram desistir do passeio. Ao contrário das férias, resolvi não pagar pra ver, nem ter novamente como primeiro suvenir de meu destino, um guarda chuva.
Talvez se não tivesse confiado nas tais previsões e seguido viagem, teria aproveitado a festa. Ao menos aqui em Joinville, o sol até ameaçou aparecer. Lá, eu não sei. E nem quero saber. Afinal, pra que pensar no que eu supostamente perdi?
Se há uma coisa que eu aprendi assistindo aos filmes da trupe Monty Python, é sempre olhar o lado bom da vida. Além de como identificar uma bruxa comparando seu peso ao de um pato, ou ainda, o próprio sentido da vida, claro. Olhe sempre o lado bom da vida. Mesmo que sua conta bancária esteja no vermelho, assim como sua mulher e o semáforo que você passou a 100 Km/h.
E no fim das contas, foi até bom não termos ido para Blumenau. Era comemoração do aniversário da minha avó e, se eu fiquei sem os pratos típicos da Oktober, em troca fiquei com o pato assado da festa. Não provei o apfelstrudel de Blumenau, mas me acabei comendo a torta de mousse de chocolate e creme de leite que minha mãe fez. Não vi desfile e pessoas trajadas tipicamente, mas vi a alegria do meu avô em receber visitas. Sem falar que deveria ter muita gente lá nesse fim de semana, se esparramando pelas ruas, restaurantes e lojas. E eu odeio gente aglomerada.
Alexandre Weinschütz